VOCÊ TEM FOME DE QUE?
By Bia
Eu não deveria colaborar com o blog. Primeiro, porque ele se chama “canadi” e o meu nome nem aparece. Segundo, porque fui surpreendida com um email pessoal e familiar publicado para todos, sem minha autorização!!! Mas atendendo aos pedidos de alguns amigos, nomeadamente Solleti e Michel, que, no mesmo dia me perguntaram o que a gente come por aqui, venho deixar as minhas impressões… (talvez, para alguns, as informações sejam repetidas, pois como essa pergunta é um tanto frequente, acabei respondendo por email, individualmente).
A pergunta, na verdade, é inversa. Não é o que se come aqui, mas o que você quer comer aqui.
Pode-se dizer que Montréal é uma maquete da cidade de São Paulo, com ênfase para as qualidades. Qual é a cara de São Paulo? Italiana, japonesa, libanesa, coreana, nordestina… Como uma legítima cidade de imigrantes, Montréal, assim como São Paulo, tem todos os tipos de cores e sabores que você possa imaginar (sem falar nos odores, porque esses indianos…). Assim, cada povo, por uma questão de saudosismo ou necessiadade de manter as raízes, acaba criando seus guetos e mantendo suas tradições. Penso que a comida é uma marca característica de um povo e por isso o acompanha.
Cidades formadas por imigrantes, como Montréal, acabam não tendo uma comida que a caracterize. Qual é a comida típica de São Paulo? Massas e pizzas são italianas; churrasco é dos pampas; comida japonesa é auto-explicativa. Aqui é a mesma coisa. Cada um come aquilo que lhe apetece e essa torre de Babel em que vivemos nos permite encontrar tudo aquilo que desejamos.
É claro que tudo na vida tem um preço. Já me falaram que, no restaurante brasileiro, uma coxinha custa CAD $5,00. Se não quiser pagar, certamente achará os ingredientes necessários para fazer. É o preço, nesse caso! Vivemos a “Era Google” e encontrar uma receita não é nada difícil. Difícil mesmo é colocá-la em prática, sem perder nenhuma panela – hahaha (para quem não entendeu, leia o post anterior).
Algumas pessoas dizem que, mesmo encontrando todos os ingredientes necessários, o resultado não é o mesmo. A questão que eu coloco é: será que são os ingredientes ou o cozinheiro? Pois, se observarmos bem, a grande maioria dos imigrantes é de jovens, memso porque é uma exigência do Governo, que são recém-casados, como nós, ou, mesmo que casados, tinham ajudantes no Brasil, e não precisavam cozinhar (sem mencionar os solteiros). Talvez o resultado não seja como o acostumado, porque agora somos nós mesmo que cozinhamos e não delegamos isso pra ninguém (só a culpa, do nosso fracasso, aos coitados dos pepinos, frangos e cremes de leite – hahaha).
Em suma, comemos exatamente as mesmas coisas com as quais estávamos acostumados no Brasil (ou deveria dizer em São Paulo, porque eu detesto coentro!!!). Se quiser comer árabe, é só ir no árabe e assim sucessivamente. Melhor ainda se quiser comer alimentos Kosher, porque moramos em um bairro em que há grande concentração de judeus tradicionais e os supermercados oferecem todo o tipo de comida pra eles, ou pra quem quiser pagar, porque custam o triplo! (preparada com animal segundo determinado ritual).
O fato é: não se preocupem! Vocês podem vir na certeza de que não passarão fome, nem vontade. Até lá, o Adi já vai ter provado várias receitas do Tudo Gostoso e eu estarei craque em fazê-las. Se não, o McDonald’s fica no próximo quarteirão.
Maio 4, 2008
ah, eu nem esquento com isso…a fla pilota mó bem o fogão
Oi Bia,
Valeu pelo post, ficou bem claro agora !!
Desculpem a demora, mas hoje foi a primeira vez que acessie o blog de vocês… é que eu tô sem micro em cada e na EDS fico bitoladão no trabalho e acabo esquecendo da vida.
Hoje tô de folga e aproveitei pra vir aqui na minha sogra usar o micro do meu cunhado, e aí sim, finalmente lembrei de acessar.
Bom, pelo que eu entendi, em resumo, salvo panelas queimadas e afins, em termos gastronômicos tá tudo em casa, isso é muito bom !!
Ah, a Mirna passou na primeira fase da OAB, tá fazendo cursinho pa segunda e estudando bastante. Ficamos muito felizes.
Fiquem com Deus aí e continuem mandando notícias,
Beijão pra vcs dois,
Michel